A discussão não tem fim e, por isso mesmo, é meio inútil. Mas estamos em tempos estranhos, tudo mundo quer pertencer a alguma minoria, se for negro tem mais chances de conseguir uma vaga na universidade, se for índio idem e ainda é inimputável, se for gay é mais moderno, mais sensível e mais chique, se for lésbica vai atrair mais a atenção até dos homens. Eu sou de pele morena clara, nem alta nem baixa, nem magra nem gorda, nem jovem nem velha, nem feia nem bonita, ai de mim! Mesmo sendo da maioria sou bem humorada, mas hoje em dia é preciso cuidado também com as piadas que você solta, é preciso olhar em volta pra ver se não vai receber um processo nas costas, dias desses Eliana Mara abordou o assunto, garante ela que piada com Paraíba - sendo eu paulista, acrescentaria o baiano - só serve para denegrir a imagem dos nordestinos. O assunto é tão polêmico que voltei lá hoje e não encontrei mais o post, não sei se a patrulha partiu pra cima dela também, vá saber, ou se o problema foi o meu comment, defendo o direito ao humor e à risada, sempre. E precisamos reprogramar nossas cabeças, nada de achar lindo o negão! E, já que estaremos todos enlouquecidos com a reforma ortográfica que lá vem, devemos aproveitar a onda para umas reformas no dicionário também, como não sugere RM. Quer saber o que acho disso tudo? Quero que a patrulha do politicamente correto vá para a profissional do sexo que os pariu!
Homenagem ao Malandro, digo, Vai Levandowski
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Mesmo com toda a lama
Toda a derrama
Com toda a trama
E o melodrama
A gente vai levandowski
A gente vai levandowski
A gente vai levandowski
A gente vai s...
Há 14 anos
Rsssssss
ResponderExcluirRecado dado. Na justa medida. (rsss)
Postei mais um textinho, que escrevi hoje cedo, pensando nos argumentos que você usaria para contestar o modelo de cotas.
Tô te esperando lá (aqui) nas montanhas...
Lu... não sei se entendi bem esta referência ao meu texto, mas no nosso caso, depois de seu comentário, fiz outro em que concordava com você e explicitava que no caso do meu texto, eu estava
ResponderExcluirme dirigindo a uma abordagem específica (uma tese de doutorado que virou livro e que alerta para uma formulação feita sobre os nordestinos, em parte fortalecida pelas elites nordestinas, na invenção do Nordeste. O meu texto abordava uma questão específica, não tinha nenhuma pulsão de generalização mas apresentava uma idéia central: o riso sobre o Outro, tanto faz paulista, baiano, gaúcho - no meu texto digo que quando estamos fora do país, somos brasileiros e tratados mal por sermos brasileiros - pode (eu disse textualmente que "pode" chegar ao assassinato e até ao holocausto, porque analisava um filme em que a partir da crítica a caricaturas de um aluno mexicano sobre um aluno negro uma professora pôde mostrar como a estereotipia tem vários lados e como arma, pode estar sendo apontada para nossa cabeça. No meu texto não havia conclusões generalizadoras, nem afirmações categórias. No meu comentário concordei com você sobre a questão do humor e sua força dessacralizadora e libertária, mas que é preciso estar atento para as diversas ocasiões em que o riso, principalmente quando atinge pessoas em situações vulneráveis, pode ser o caminho sutil e inconsciente para atos violentos.
Tirei o texto de lá porque um amigo questionou, e não tive estrutura para aguentar uma polêmica.
E percebi que o Mundo não é o espaço para textos argumentativos e para as polêmicas que estes textos provocam.
Talvez seja o caso de entrar nas polêmicas quando começar o Verbo no Mundo.
Beijos
E como eu confio que você não tem nada de "corporativa"
ResponderExcluircontinuo a polêmica amiga com Rm in off...
E sei que ele vai manter assim também!
Se bem que me parece que vocês já falaram da polêmica entre si... E pelo jeito ele quer sangue --- disse que tem muita bala na agulha ainda!
ResponderExcluirMY god!!!!
ResponderExcluirComo a palavra é louca! rsrsrs
Menina, já disse lá, e repito cá, que seu texto estava ótimo e que concordo com vc no que diz respeito ao preconceito e ao desrespeito. Na verdade, concordo com o seu texto todo, só comentei sobre a necessidade de permitir a brecha do humor, porque o humor é fundamental até para se entender a história e para ajudar na reflexão sobre o próprio preconceito etc.etc.
Mas o post sumiu... Queria linkar o seu texto nesse meu, mas não achei. Daí minha brincadeira sobre a patrulha. Brincadeira infeliz, pelo que vejo. Sei bem que você não poderia fazer parte em patrulha alguma, e aposto que já foi vítima de várias delas...
Esse meu textículo aqui é apenas um comment, tentativa de "bem humorado", sobre a questão levantada pelo RM.
Por fim, sei que não precisa, mas é sempre bom reforçar: o meu lance é feminino, leia-se verborrágico. O lance de RM, sabemos, é masculino, leia-se às vezes gentil, ás vezes cafajeste. rsrs Concordamos muito e discordamos quase sempre.
Façamos o Verbo no Mundo ou o Mundo no Verbo. Mando mail - hoje não vai dar, está um calor danado nesta terra, vou brindar com um chop logo mais no pé de cana.
Beijos!
PS: eu e RM mal trocamos mail, quanto mais pra polêmicas... Mas fiquei curiosa: de que polêmica, exatamente, cê tá falando. É aquela "rusga" que me matou de rir?
ResponderExcluirQuer saber, sobre isso só converso em mesa de bar! rsrsrs
Lu,
ResponderExcluirnão vou dizer que te adoro porque vão pensar que é porque você elogiou o texto.
Mas adoro você porque você, de modo feminino, conjuga polêmica com afeto. Aí, fica uma delícia.
Mas você vai ter que me dar umas dicas sobre o Verbo no Mundo.
Eu estou trabalhando na universidade federal. Queira ou não, concorde ou não, recebo alunos cotistas. E tem um programa muito bom chamado Permanecer que luta para fortalecer e manter este aluno que entrou via cotas. Neste ano foram oferecidos centenas de projetos, formulados pelos professores, nos quais estes alunos estão inseridos, para pesquisa, ensino e extensão e ganham bolsa. Além disso, é feita uma rede para dar assistência de moradia e atender outras necessidades. Não há garantias de que esta prática seja a solução, mas confesso que ver a universidade habitada por alunos que jamais entrariam nela, muitas vezes desbancando a arrogância de certos setores da academia, isso dá a sensação de que algo está acontecendo. Mas acho que a entrada na universidade ou a falácia do tal do "nível superior", coisa que está na raiz da síndrome do bacharel, ainda está ligada a uma visão equivocada de que qualquer um pode e deve entrar na universidade. Estou plenamente convencida de que a universidade não é para todos. É apenas para quem deseja seguir uma carreira cuja formação precisa ser adquirida por esta via. E talvez esteja faltando diversificar modos de inserção e formação dos segmentos da população que estão vulneráveis.
Bem, conforme você e RM já adiantaram, este é um tema polêmico. Então, as peçonhas e os venenos virão. Mas acho que no meu caso, é só contribuição mesmo!
Beijocas... ah, hoje um chopp com você me ajudaria a esquecer a má-criação de RM
Beijos
Ei Luciana,
ResponderExcluiro debate veio pra cá. Vou fazer uma chamada lá nas montanhas...
Você não é feia nem bonita? Eu te acho bonita, mas não só...
Que delícia que está isso aqui!
ResponderExcluirOlhar meu, acho até que vou fazer um glossário do politicamente correto, o que acha? rsrsrs
Já, já vou lá na sua casa dar uma olhada.
Eliana, sim, o aspecto que você levanta é muito relevante, a necessidade de mudar a paisagem nas universidades e fazer a arrogância acadêmica engolir pessoas "estranhas", que jamais seriam aceitas pelos mestres e doutores - que vivem longe da realidade brasileira. A começar pelos 3 meses de férias anuais...
O assunto rende....
O bicho está pegando por aqui. Bom, ninguém pediu mas aí vai minha opinião. Sou radicalmente contra qualquer tipo de restrição ao humor, à sacanagem, à brincadeira. Bom mesmo eram os Trapalhões, um programa infantil em que se chama negão de negão (ou pé-de-rodo), anão de anão, careca de careca, que brincavam com a viadagem de um ou de outro, e ainda apostavam mulher boazuda. E ninguém que assistia os Trapalhões (e somos legião) formou um grupamento racista, preconceituoso ou homofóbico.
ResponderExcluirEliana, como você sabe, sou filho e neto de baianos e adoro essa cidade de São Salvador. Mas não perco uma oportunidade de fazer uma boa piada. Sabe qual a melhor defesa contra piadas? Outra piada.
Beijos
O politicamente correto as vezes enjoa; cansa esse discurso repetitivo e batido, onde as pessoas ao invés de enfrentar seus preconceitos e modificá-los, são censuradas em qualquer manifestação, como se o preconceito em si não existisse...
ResponderExcluir...
Ei, valeu a visita e os elogios! Nos visitaremos!
Beijos
Lu,
ResponderExcluirnão quero apresentar defesa própria, mas me sinto meio enganada, porque sou professora da universidade federal aqui na Bahia, ralei pra ter mestrado e doutorado e nunca pude de fato gozar desses três meses de férias que tanto falam. E continuo levando trocentos trabalhos pra fazer em casa. Esses doutores que conseguem o milagre de não trabalhar não me convidaram pra essa festa... Será que me deram o piano deles pra eu carregar???
Nicolau, meio carioca, meio baiano, eu fui assídua espectadora dos Trapalhões.
Se tudo no mundo fosse feito com a doçura e as boas intenções deles, tava tudo lindo.
Concordo com vc e com Lu sobre a questão do humor.
Mas insisto, tem gente que ri dos outros com maldade. Quer dizer que o riso em si é para dessacralizar e para fazer alegrias. Mas nem todo mundo ri assim.
Já o politicamente correto não é e nunca foi a minha praia...
Pensando bem, minha praia é Imbassaí, Pedra do Sal, Torres, todo o litoral de Santa Catarina (que deus proteja)...
Beijos a todos... enquanto a Senhora Insônia me visita!
Assino embaixo tudo que escreveu. Concordo que hoje as pessoas se chateam com pouca coisa..aiai..tadinha delas..rsrsrs
ResponderExcluirMas sério, vc tem razão, dizem que paulistano é povo frio, que não conversa..vale processo?..hahaha...a gente tem mais oq fazer né?..rs
Adorei que me achou, será sempre muito bem vinda e eu tbm voltarei sempre, adorei aqui.
Besitos